Expressão da Arte na AMAZÔNIA
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Estas obras abstratas nascem de elementos que escapam ao olhar estruturado, ativando um campo visual que se forma para além do visível imediato. A pesquisa se orienta pela tentativa de revelar camadas do imagismo que não se oferecem prontamente ao olho humano, propondo uma experiência sensível de uma amazonidade tocantina pulsante e viva.
A referência central é uma Amazônia impregnada de signos não articulados, simbólicos e pré-discursivos, que interferem na maneira habitual de ver e organizar o pensamento. A obra atua, assim, como um dispositivo de desestabilização do olhar acostumado, convocando o espectador a atravessar mitos, paisagens, narrativas e marcas visuais próprias da Amazônia Oriental.
Por meio da fragmentação e da recomposição, essas imagens operam a partir de uma Gestalt em estado latente, não plenamente consciente de si, mas profundamente enraizada no território. Fragmentos, vestígios e cores emergem como sinais de pertencimento a uma natureza policrômica, onde forma e sentido se constroem na fricção entre percepção, memória e imaginação.


