Expressão da Arte na AMAZÔNIA
Expressão da Arte na AMAZÔNIA
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As obras emergem como formas oníricas, nascidas do contato direto com a estrutura visual dos animais amazônicos. Suas configurações não buscam a representação literal, mas se aproximam dos biotipos da floresta, operando por meio de um imagismo que brota da selva e da memória.
Essas figuras habitam um território entre o sonho e a lembrança, ativando experiências da infância e modos de percepção anteriores à racionalização. São imagens que se constroem no limiar entre o vivido e o imaginado, onde a fauna amazônica se transforma em linguagem sensível e simbólica.
Reunidas nas séries Morfismo Animales I, II e III, essas obras compõem um bestiário poético, atravessado por peixes, garças, coatis, macacos, antas, jacarés, onças, lagartos, guaribas, tartarugas, borboletas e outros seres que povoam tanto a paisagem amazônica quanto o campo do inconsciente.
Como observou um crítico ao se referir a essa coleção, tratam-se de “seres oníricos que pululam os sonhos do artista, oriundos da natureza amazônica — sonhos vivos, sobreviventes do mito, das lembranças e dos esquecimentos”. Nesse sentido, as obras nascem da reflexão sobre as formas animais — suas morfologias, gestos e presenças — e se afirmam como imagens que resistem ao apagamento, mantendo vivo o vínculo entre natureza, mito e imaginação.


